Tudo começou em um dia, aparentemente qualquer, em 1518 em Estrasburgo (França). Uma mulher identificada como Senhora Troffea começou a dançar sozinha e sem música no meio de uma rua.
Inicialmente, vizinhos pensaram que Troffea só estava tentando se exibir e chegaram a bater palmas e a emitir gritos de incentivo. Aos poucos, eles foram percebendo que havia algo errado.
Era o início do que ficaria conhecido como "epidemia de dança", que está completando 500 anos.

Troffea não parava de dançar e continuou assim por seis dias, inexplicavelmente. Como também foi inexplicável o contágio. Em uma semana, outras dezenas de pessoas também estavam dançando de forma incessante em Estrasburgo. Nada as fazia parar. As vítimas interpretavam passos de dança e não apenas se contorciam de forma aleatória.
De dezenas a centenas em questão de dias. No auge da "praga" havia 400 dançarinos compulsivos. Por exaustão, derrame cerebral e infarto, as pessoas começaram a morrer de tanto dançar. Jornais da época citam que a "epidemia" chegou a matar 15 moradores por dia. Não se sabe se Troffea estava entre as dezenas de mortos.
A "doença" parou de repente, da mesma forma que surgira. Até hoje, estudiosos discutem se o caso se tratou de uma doença real ou se foi um fenômeno social, com uma forma de contágio cultural por meio da dança.
Chegou-se a especular que um fungo do centeio estava por trás da dançomania, como foi catalogada a "epidemia". Porém, a teoria foi desmentida pelo historiador John Waller. Segundo ele, o fungo pode causar alucinações, mas não movimentos corporais descontrolados.
A versão da histeria coletiva, uma fuga em momento de penúria na cida francesa, é a mais aceita.
O primeio caso de surto de dança coletiva foi registrado em Bernburg (Alemanha), no ano de 1020. Em volta de uma igreja, cerca de 20 pessoas coemçaram a dançar sem parar, sem explicação e sem qualquer motivação sonora.
https://extra.globo.com/noticias/page-not-found/epidemia-de-danca-que-matou-dezenas-de-pessoas-na-franca-completa-500-anos-22878685.html
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